
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Para Gostar das Pessoas
Para gostar das pessoas basta acionar um talento nato, intrínseco, humano: o de gostar tanto, mas tanto do outro, que supera até em prioridade o de gostar de si mesmo. Dar amor é prerrogativa de recebê-lo ou não ou nem sempre. É fazer o café e levar açúcar, adoçante e papel higiênico. É colar o cílio postiço na colega. É tirar uma foto de graça porque trabalha-se de graça. É declarar tudo em silêncio ou na mesa de plástico ao raiar de um novo dia. É carregar um anão de cimento numa mochila sem alças.
Gostar doidamente desses pingos de gente – os que estão sentadinhos em frente e os que estão inflamados no tabladinho junto comigo – é que faz de mim atriz. E plena. Além disso, eu não quero mais nada dessa vida, meus amigos.
Leticia Guimarães
quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
O Alienista - uma leitura esquizofrênica

sexta-feira, 20 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Ó abre aspas, que eu quero passar!

segunda-feira, 2 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A história algo dolorosa de uma serpente

Eis o registro atrasado e desmemoriado de nossa deliciosa Oficina Garbo do dia 13 de fevereiro, sexta-feira. De hoje, são duas semanas passadas. Um carnaval no meio do caminho. Mesmo com a cabeça caoticamente povoada de tudo, basta espremer um pouco a testa e silenciar para escrever este relato. Fechar os olhos é opcional.
Sabrina nos mostrou vídeos que fez no Museu da República. Duas senhoras lhe contavam sobre suas vidas; comparavam o passado ao presente. Ambas sentiam saudades: a primeira, do filho morto há alguns anos e a segunda, de sua infância (antes da cadeira de rodas). Sabrina vai continuar com as entrevistas e disse que está ansiosa por falar com uma “velhinha alto-astral”. Acho que naquele momento nós sentimos um medo real do estigma melancolia-solidão que paira sobre a chamada Melhor Idade.
Rafael quer investigar as caras da memória. Sendo para cada um tão singulares, as memórias não podem também ter (maiores ou menores) reincidências / coincidências / correspondências? Nós preenchemos o “Questionário da Memória” criado pelo próprio Rafa. Com perguntas do tipo “Minha memória tem cheiro de quê?”, nós escolhíamos uma opção que remetia a uma lembrança pessoal. Numa calma – porém, algo dolorosa – sessão, nós anunciávamos nossas respostas e revelávamos o mundo que se escondia atrás de cada uma delas.
Paula gostaria de ter iniciado uma pesquisa gestual sobre memória, estilização e objetos. Como não tivemos um espaço mais apropriado, cumprimos apenas a etapa proposta dos auto-retratos com um objeto que tinha alguma importância naquela sexta de 2009.
O por quê dos objetos (chave do carro, pinça, protetor labial e mini game) também foi compartilhado.
Eu, Leetycyah, iniciei minha pesquisa sobre remotíssimas memórias que não sabemos ao certo se as temos ou inventamos. Durante a semana, fiz um ensaio fotográfico com uma cobrinha de brinquedo no jardim da UniRio. Uma das minhas lembranças mais malucas do maternal (sim!) é uma musiquinha : “Essa é uma história de uma serpente que desceu o morro para procurar os rabinhos que perdeu. Você também é um pedaço, um pedação!, do meu rabão!”. Mostrei duas fotos. Pedi que ao verem aquelas imagens, todos tentassem lembrar de algum episódio antigo. Em duplas, um contou ao outro sua história. Individualmente, recriamos a memória relatada pelo parceiro de um jeito não-literal. Fizemos desenho, fogo, foto e foto-novela. Só no final as memórias alheias eram conhecidas.
Está tudo digitalizado em fotografia e, a partir de agora, nessas palavras.
Que a riqueza de dentro esteja sempre conosco!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"O Alienista" - uma leitura esquizofrênica
O Grupo Garbo, Gustavo Ottoni e "O Alienista" participarão do Fringe - mostra paralela do Festival de Curitiba em março de 2009.
Agora conhecemos também a Casa Verde, Itaguaí e a Prima do Costa.
Nós gostamos de tudo muito. Muito ator Ottoni, bem-vindo ao nosso latifúndio de idéias e sonhos.
sábado, 3 de janeiro de 2009

Hoje, Leetycyah.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
No Abaeté tem uma lagoa escura arrodeada de areia branca
Sei não. Não sei. Ela disse que espera, em 2009, poder – finalmente – comprar uma geladeira nova.Dessa minha vida, afinal, eu sou o barco, a vela, o vento, o remo, o mar, o marinheiro, o céu, a Iemanjá, o tubarão, o plâncton ou o que é que eu sou?
Ai de mim. Quisera eu saber que quisera uma geladeira...
domingo, 16 de novembro de 2008
Cabeças Ruminantes

“O gado, avaliado em R$ 30 mil, não pode ser aproveitado porque a descarga elétrica provoca hemorragia e deixa a carne dura”. (O Globo, 12/11/08)
Um falou: Vamos lá. E trinta e seis responderam: Tá.
...Tchoma!
Sem mais rodeios: a gente se perde ruminando idéias que não são nem nossas.
Criaturas, coragem!
Esse é o conselho noturno do meu coração pára-raio.
Leticia Guimarães
domingo, 9 de novembro de 2008
O que é que o Fellini tem? ou A extrema subjetividade do que te toca às vezes não me faz nem cócega

A Filosofia desde sempre tenta definir, classificar, identificar e delimitar o belo, o bem-bom, a verdade. Essa noite confirmou-se para mim que a extrema subjetividade do que te toca às vezes não me faz nem cócega. Tenho aqui um livro clássico e um filme clássico. E por que será estou cerrada nesse burrríssimo “não gostei”? Não gostei porque não me sacolejaram, não me cafunezaram, não me desmiolaram e tampouco me realmaram.
Até aí, nada de tão revelador; nenhuma mensagem, nenhuma grande lição a não ser o velho “Gosto não se discute”. Mas isto muito me interessa. Os Garbosos estão pensando no teatro de hoje e no teatro para o outro. O caminho para os corações alheios se pode trilhar ou ele é mera e humana coincidência? Impossível prever quantos gostei e não gostei nos esperam ao fim de cada dia de trabalho.
É mesmo assim. A cantada de James Joyce não funcionou comigo nesse momento. Só para dar um exemplo franco e quase inconfessável. Gostoso mesmo é fuçar doidamente as fontes, os clássicos, os boatos, as promessas e o que mais pintar na frente. A gente se alimenta (e tem muita fome!) de peças, falas, fotos, frames, acordes, pinceladas, prosa, verso, mármore, gente, ficção e realidade.
Só para dar mais um exemplo franco e quase inconfessável: eu nunca vi um floco de neve, mas me contaram como é e agora eu imagino como seja.
Leticia Guimarães
domingo, 2 de novembro de 2008
Último samba no sujo ou Comercial, não; comercializável, sim!
com quantos reais se faz uma realidade / preciso muito sonho pra sobreviver numa cidade / grande jogo de cintura / entre estar esperto e ser honesto / há um resto que não é pouca bobagemPescador que nem não vai vender o seu peixe nem não levaria a rede para o mar. Ou nem não iria para o mar. Ou nem não seria pescador. A filosofia de bar pode até ser rasa, mas rasos não são nossos copos e nossos corações. Por algum viés, por algum buraco, por alguma brecha, por uma via – ou três! – nós tentamos alcançar meios de fazer teatro.
Não é fácil caminhar descalço o longo caminho do patrocínio. Mas sem fazê-lo, como sair efetivamente do lugar? Em tanta, tanta gente talentosa, humana, genuína e sincera que conheço arde o mesmo desejo de tornar pública e acessível sua arte. E essa gente há de entender perfeitamente que isso não se trata de fama ou fortuna.
Meus amigos, remendai vossas redes! Preparai vossas Havaianas! Esse é o projeto social de um coletivo, de toda uma geração de atores, diretores, dramaturgos, cenógrafos, figurinistas e iluminadores. Muito provavelmente, para construir e consolidar esse coletivo é preciso dar as mãos munidos de uma fé quase cega, quase religiosa. Com muito trabalho e persistência, nós vamos, através dos anos, escrevendo parte da História da cidade. Simplesmente porque estamos dispostos a interferir e ser interferidos pelas pessoas.
Ao som de um tango brasileiro, eu jogo aqui no ar minhas convicções juvenis e inflamadas. Dedico esse textinho a todos os camaradas da classe. E me despeço. Até muito breve e muitos abraços.
Leticia Guimarães
domingo, 26 de outubro de 2008
Quer ver como eu sou carinhosa? ou Joga no Google!

- Eu só quero um dente!
Quem melhor do que o homem verde da Sessão Aventura para ilustrar o desespero tragicômico da Revendedora de Beleza banguela? E assim expomos na mesa nossas cartas na manga, nossos resultados da pesquisa. Pesquisa essa, aliás, que é a escolha de uma vida toda e só acaba quando termina. Como diria Marcelinho.
Aos que me fazem abrir e fechar aspas, muito obrigada. Valeu, Hulk!
Leticia Guimarães
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Isopor Recebe 3 Prêmios
O espetáculo Isopor recebeu o prêmio de melhor espetáculo. Dentre outras coisas, o espetáculo é premiado com um final de semana de apresentação nesta unidade do SESC, data a ser marcada.
Isopor tem texto e direção de Rafael SouzaRibeiro e no elenco tem Leticia Guimarães, Paula Valente e Sabrina Araújo Costa.
Além do prêmio de melhor espetáculo, Isopor também recebeu os prêmios de melhor direção e de melhor atriz, para Sabrina Araújo Costa.
Isopor é o atual trabalho do Grupo Garbo.
Começamos bem.


