quinta-feira, 26 de novembro de 2009

É Hoje


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Alienista no Glauce Rocha

Gustavo Ottoni começa hoje ao meio-dia mais uma temporada de
O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica.
Além das terças e quartas no Planetário, Gustavo agora está às quintas e sextas no Teatro Glauce Rocha. Sempre ao meio-dia!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Alienista no Planetário da Gávea




Estreia hoje às 20h no Teatro Maria Clara Machado (RJ) "O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica", a partir do conto de Machado Assis.


Todas as terças e quartas a partir de hoje, até dia 11 de novembro. Os ingressos são populares e o trabalho de Gustavo Ottoni é arrebatador.


Merda!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Grupo Garbo recebe Prêmio em Teresina


O espetáculo "O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica", depois de duas apresentações no Festival Nacional de Monólogos de Teresina, ganhou o prêmio de Melhor Iluminação.

Aplausos para Márcio Leandro de Oliveira, iluminador e parceiro do Garbo!

sábado, 26 de setembro de 2009

Ocupação do Glauce Rocha

"O Teatro do Pequeno Gesto ganha edital da Funarte para Ocupação do Teatro Glauce Rocha até o final do ano. O Teatro do Pequeno Gesto promoverá a apresentação de 6 espetáculos, sendo alguns escolhidos do seu próprio repertório, outros de convidados do Rio e um convidado de São Paulo. Faz parte do PEQUENO GESTO NO GLAUCE também a realização de mesas redondas, o lançamento de Folhetim nº 28 e muitas conversas sobre teatro para aqueles que quiserem freqüentar o teatro durante esse período. Haverá, ainda, aulas práticas de iluminação e de cenotécnica durante as montagens, uma longa oficina que resultará num espetáculo que será apresentado, com entrada franca, no final da ocupação, debates sobre os espetáculos e, também, música, toda quarta-feira, porque ninguém é de ferro. A programação musical conta com a curadoria de Clara Sandroni.

O objetivo é ocupar o Teatro Glauce Rocha com o máximo de atividades buscando atingir um público eclético criando para isso um projeto com horários e espetáculos diferenciados para atingir nichos específicos de público.

Todos os espetáculos teatrais serão apresentados a preços populares (R$ 10,00 / R$ 5,00); a oficina, as mesas e as demais atividades formativas terão entrada franca e os shows de música custarão R$ 20,00 / R$ 10,00."

A Ocupação começa no próximo dia 2 de outubro com a apresentação do espetáculo A Roda, do Teatro do Pequeno Gesto.

O Grupo Garbo é um dos convidados e estará presente na ocupação com dois espetáculos (Isopor e O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica) a partir de novembro.

A partir do dia 2 a programação semanal estará disponível aqui no blog do Garbo.
Merda a todos!

Alô, Alô Teresina! - O Alienista Brasil Afora

O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica mais uma vez pega a estrada! Depois de percorrer o estado do Rio, passar por Curitiba para apresentações no Fringe e por Santos, agora é a vez do Nordeste.

Dia 29 de setembro Gustavo Ottoni se apresenta em Teresina, Piauí, no Festival Nacional de Monólogos que acontece por lá. A apresentação será no Theatro 4 de Setembro que acaba de celebrar seus 115 anos.

Em breve O Alienista aporta no Teatro Maria Clara Machado, na Gávea, Rio, para uma longa temporada. E não para por aí. Mais informações em breve.

Merda!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Teatro da UFF



"O Alienista - Uma Leitura Esquizofrênica" no Teatro da UFF (Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí).

sábado, 6 de junho de 2009

Para Gostar das Pessoas



Gostar de gente é o que nos coloca nesse caminho. O teatro é a arte do ao quadrado e ao avesso. Na nossa: cidade, hoje, contexto, conta bancária, altura do campeonato, Lei Rouanet, conjuntura, mais duro do que pau de tarado e realidade, enfim, é preciso ensaiar no playground. É preciso autorização e haja cachecol para ensaiar na tarde mais fria do ano entre as grades e vãos da área de lazer. E tome-lhe gogó para disputar com o mais novo bilionésimo prédio que está sendo construído ao lado.

Para gostar das pessoas basta acionar um talento nato, intrínseco, humano: o de gostar tanto, mas tanto do outro, que supera até em prioridade o de gostar de si mesmo. Dar amor é prerrogativa de recebê-lo ou não ou nem sempre. É fazer o café e levar açúcar, adoçante e papel higiênico. É colar o cílio postiço na colega. É tirar uma foto de graça porque trabalha-se de graça. É declarar tudo em silêncio ou na mesa de plástico ao raiar de um novo dia. É carregar um anão de cimento numa mochila sem alças.

Gostar doidamente desses pingos de gente – os que estão sentadinhos em frente e os que estão inflamados no tabladinho junto comigo – é que faz de mim atriz. E plena. Além disso, eu não quero mais nada dessa vida, meus amigos.

Leticia Guimarães

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ISOPOR EM NITERÓI




terça-feira, 24 de março de 2009

O Alienista - uma leitura esquizofrênica


(Foto: Henrique Araujo / CLIX )
Quase 250 pessoas assistiram e aplaudiram (até nos emocionar) "O Alienista" entre os dias 18 a 21 de março de 2009 em Curitiba, no FRINGE.
Para alegria nossa e de mais de 540 outras pessoas, "O Alienista" foi visto em Nova Fribrugo, Teresópolis e Nova Iguaçu, nos dias 13, 14 e 15 de maio, respectivamente. Muito bacana.

sexta-feira, 20 de março de 2009


Bagunça? Não! Trabalho.

sábado, 14 de março de 2009

Ó abre aspas, que eu quero passar!



"A força das grandes obras reside no seu efeito catalítico: abrem portas para nós, colocam em movimento a maquinária da nossa auto-suficiência. Meu encontro com o texto lembra o meu encontro com o ator, e o dele comigo. Para o ator e diretor, o texto do autor é uma espécie de bisturi que nos possibilita uma abertura, uma auto transcendência, ou seja, encontrar o que está escondido dentro de nós e realizar o ato de encontrar os outros: em outras palavras, transcender nossa solidão."


GROTOWSKI, Jerzi - Em busca de um teatro pobre

segunda-feira, 2 de março de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A história algo dolorosa de uma serpente

Eis o registro atrasado e desmemoriado de nossa deliciosa Oficina Garbo do dia 13 de fevereiro, sexta-feira. De hoje, são duas semanas passadas. Um carnaval no meio do caminho. Mesmo com a cabeça caoticamente povoada de tudo, basta espremer um pouco a testa e silenciar para escrever este relato. Fechar os olhos é opcional.

Sabrina nos mostrou vídeos que fez no Museu da República. Duas senhoras lhe contavam sobre suas vidas; comparavam o passado ao presente. Ambas sentiam saudades: a primeira, do filho morto há alguns anos e a segunda, de sua infância (antes da cadeira de rodas). Sabrina vai continuar com as entrevistas e disse que está ansiosa por falar com uma “velhinha alto-astral”. Acho que naquele momento nós sentimos um medo real do estigma melancolia-solidão que paira sobre a chamada Melhor Idade.

Rafael quer investigar as caras da memória. Sendo para cada um tão singulares, as memórias não podem também ter (maiores ou menores) reincidências / coincidências / correspondências? Nós preenchemos o “Questionário da Memória” criado pelo próprio Rafa. Com perguntas do tipo “Minha memória tem cheiro de quê?”, nós escolhíamos uma opção que remetia a uma lembrança pessoal. Numa calma – porém, algo dolorosa – sessão, nós anunciávamos nossas respostas e revelávamos o mundo que se escondia atrás de cada uma delas.

Paula gostaria de ter iniciado uma pesquisa gestual sobre memória, estilização e objetos. Como não tivemos um espaço mais apropriado, cumprimos apenas a etapa proposta dos auto-retratos com um objeto que tinha alguma importância naquela sexta de 2009.

O por quê dos objetos (chave do carro, pinça, protetor labial e mini game) também foi compartilhado.

Eu, Leetycyah, iniciei minha pesquisa sobre remotíssimas memórias que não sabemos ao certo se as temos ou inventamos. Durante a semana, fiz um ensaio fotográfico com uma cobrinha de brinquedo no jardim da UniRio. Uma das minhas lembranças mais malucas do maternal (sim!) é uma musiquinha : “Essa é uma história de uma serpente que desceu o morro para procurar os rabinhos que perdeu. Você também é um pedaço, um pedação!, do meu rabão!”. Mostrei duas fotos. Pedi que ao verem aquelas imagens, todos tentassem lembrar de algum episódio antigo. Em duplas, um contou ao outro sua história. Individualmente, recriamos a memória relatada pelo parceiro de um jeito não-literal. Fizemos desenho, fogo, foto e foto-novela. Só no final as memórias alheias eram conhecidas.

Está tudo digitalizado em fotografia e, a partir de agora, nessas palavras.

Que a riqueza de dentro esteja sempre conosco!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"O Alienista" - uma leitura esquizofrênica


O Grupo Garbo tem o orgulho de arrebanhar o ator Gustavo Ottoni em seu espetáculo "O Alienista", baseado na obra de Machado de Assis.

O Grupo Garbo, Gustavo Ottoni e "O Alienista" participarão do Fringe - mostra paralela do Festival de Curitiba em março de 2009.

Agora conhecemos também a Casa Verde, Itaguaí e a Prima do Costa.

Nós gostamos de tudo muito. Muito ator Ottoni, bem-vindo ao nosso latifúndio de idéias e sonhos.


sábado, 3 de janeiro de 2009




Trata-se de uma frase de minha mãe, ilustrada pela foto de um compositor que gosto, seguido de uma réplica-reflexão a partir da primeira frase, inspirada e escrita Caymmicamente – ou seja, dentro da temática baiana e praieira do mestre – e finalizada com algo que eu disse a propósito da performance que fiz ao cortar meu cabelo na pista de dança de uma boate.

Hoje, Leetycyah.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

No Abaeté tem uma lagoa escura arrodeada de areia branca

Sei não. Não sei. Ela disse que espera, em 2009, poder – finalmente – comprar uma geladeira nova.

Dessa minha vida, afinal, eu sou o barco, a vela, o vento, o remo, o mar, o marinheiro, o céu, a Iemanjá, o tubarão, o plâncton ou o que é que eu sou?

Ai de mim. Quisera eu saber que quisera uma geladeira...

(Eu disse a eles que não estou de volta. Estou de novo.)
Leticia Guimarães

domingo, 16 de novembro de 2008

Cabeças Ruminantes


“SP – Um raio matou 37 bois durante um temporal em uma fazenda de Paulistânia. Por volta de 17h, o tempo fechou e veio a chuva. Instintivamente, o rebanho buscou abrigo debaixo da árvore”. (TV TEM, 11/11/08)

“O gado, avaliado em R$ 30 mil, não pode ser aproveitado porque a descarga elétrica provoca hemorragia e deixa a carne dura”. (O Globo, 12/11/08)

Um falou: Vamos lá. E trinta e seis responderam: .

...Tchoma!

Sem mais rodeios: a gente se perde ruminando idéias que não são nem nossas.

Criaturas, coragem!

Esse é o conselho noturno do meu coração pára-raio.

Leticia Guimarães

domingo, 9 de novembro de 2008

O que é que o Fellini tem? ou A extrema subjetividade do que te toca às vezes não me faz nem cócega


É engraçado. Grandes (e pequenas) obras de arte fazem de nós, pessoas simples, pessoas ainda mais simples orbitando ao seu redor, pedindo para entrar, cão de padaria, belezas comestíveis direto na corrente sangüínea e nós ali, intrigados e embasbacados. No fundo todo mundo sabe como é ser transpassado por uma coisa bonita. Hoje eu acho que deve ser como ver diante dos olhos os flocos brancos de neve trapaceando a gravidade.

A Filosofia desde sempre tenta definir, classificar, identificar e delimitar o belo, o bem-bom, a verdade. Essa noite confirmou-se para mim que a extrema subjetividade do que te toca às vezes não me faz nem cócega. Tenho aqui um livro clássico e um filme clássico. E por que será estou cerrada nesse burrríssimo “não gostei”? Não gostei porque não me sacolejaram, não me cafunezaram, não me desmiolaram e tampouco me realmaram.

Até aí, nada de tão revelador; nenhuma mensagem, nenhuma grande lição a não ser o velho “Gosto não se discute”. Mas isto muito me interessa. Os Garbosos estão pensando no teatro de hoje e no teatro para o outro. O caminho para os corações alheios se pode trilhar ou ele é mera e humana coincidência? Impossível prever quantos gostei e não gostei nos esperam ao fim de cada dia de trabalho.

É mesmo assim. A cantada de James Joyce não funcionou comigo nesse momento. Só para dar um exemplo franco e quase inconfessável. Gostoso mesmo é fuçar doidamente as fontes, os clássicos, os boatos, as promessas e o que mais pintar na frente. A gente se alimenta (e tem muita fome!) de peças, falas, fotos, frames, acordes, pinceladas, prosa, verso, mármore, gente, ficção e realidade.

Só para dar mais um exemplo franco e quase inconfessável: eu nunca vi um floco de neve, mas me contaram como é e agora eu imagino como seja.

Leticia Guimarães

domingo, 2 de novembro de 2008

Último samba no sujo ou Comercial, não; comercializável, sim!

com quantos reais se faz uma realidade / preciso muito sonho pra sobreviver numa cidade / grande jogo de cintura / entre estar esperto e ser honesto / há um resto que não é pouca bobagem
Pedro Luís


Mais uma inscrição em Edital público de fomento às Artes Cênicas mobilizou o Garbo e centenas de outras companhias e grupos essa semana. Ficha, proposta, currículos, cronograma, orçamento, texto, justificativa da necessidade do prêmio, fotos, planejamento de ações estratégicas, cartas e documentos. Tudo encadernado. E em três vias, claro.

Pescador que nem não vai vender o seu peixe nem não levaria a rede para o mar. Ou nem não iria para o mar. Ou nem não seria pescador. A filosofia de bar pode até ser rasa, mas rasos não são nossos copos e nossos corações. Por algum viés, por algum buraco, por alguma brecha, por uma via – ou três! – nós tentamos alcançar meios de fazer teatro.

Não é fácil caminhar descalço o longo caminho do patrocínio. Mas sem fazê-lo, como sair efetivamente do lugar? Em tanta, tanta gente talentosa, humana, genuína e sincera que conheço arde o mesmo desejo de tornar pública e acessível sua arte. E essa gente há de entender perfeitamente que isso não se trata de fama ou fortuna.

Meus amigos, remendai vossas redes! Preparai vossas Havaianas! Esse é o projeto social de um coletivo, de toda uma geração de atores, diretores, dramaturgos, cenógrafos, figurinistas e iluminadores. Muito provavelmente, para construir e consolidar esse coletivo é preciso dar as mãos munidos de uma fé quase cega, quase religiosa. Com muito trabalho e persistência, nós vamos, através dos anos, escrevendo parte da História da cidade. Simplesmente porque estamos dispostos a interferir e ser interferidos pelas pessoas.

Ao som de um tango brasileiro, eu jogo aqui no ar minhas convicções juvenis e inflamadas. Dedico esse textinho a todos os camaradas da classe. E me despeço. Até muito breve e muitos abraços.

Leticia Guimarães